Como a leitura de Otelo abriu caminhos para nossos alunos de 12 a 15 anos debaterem machismo, ciúmes e as relações na atualidade.

Toda segunda-feira, a nossa oficina de literatura se transforma em um espaço de inquietação, escuta e descoberta. Conduzidos pelo professor João Pedro, a literatura clássica passa longe de ser um texto estático no papel — ela se torna ponto de partida para reflexões vivas e urgentes sobre a nossa própria realidade.

Mergulhamos nas páginas de Otelo, de William Shakespeare.
Ao navegar pela cena IV do ato 3 e pela cena I do ato 4, a leitura desencadeou conversas profundas com a nossa turma. Mais do que analisar a estrutura da peça ou o contexto do século XVII, os alunos usaram a tragédia para discutir sentimentos e comportamentos que ainda atravessam o cotidiano: o machismo e os limites do ciúme.

É fascinante observar como uma obra escrita há séculos consegue dar nome a dilemas atuais. A tragédia de Otelo e Desdêmona não ficou restrita ao teatro elizabetano; ela serviu de ponte para que os jovens expressassem suas percepções sobre posse, confiança, controle e respeito nas relações humanas.

A literatura tem se consolidado, cada vez mais, como um espaço potente de pensamento crítico, empatia e livre expressão no Amargen. Quando oferecemos aos jovens as ferramentas certas para lerem o mundo através dos livros, o resultado é transformador.

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